Matulão é um empreendimento pequeno,
ágil e criativo que se sustenta em algumas
premissas.
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Do ponto de vista dos fundamentos para
sua criação, fomos buscar motivos, razões
e  justificativas no trabalho dos seleiros
nordestinos.
As roupas de couro são verdadeiras armaduras
que protegem o corpo dos espinhos e dos
galhos que se entrelaçam numa agressiva
arquitetura.
Sandálias, alforjes, chapéus complementam o
traje do vaqueiro.
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Matulão tenta traduzir estes códigos para a
contemporaneidade.
A partir da tradição, buscamos formas de
atender aos desejos e necessidades do
consumidor consciente, exigente e cuidadoso
dos dias de hoje.
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Do ponto de vista da relação natureza/cultura,
a Matulão se coloca como um empreendimento
respeitoso, que trabalha no sentido do equilíbrio,
sem atitudes agressivas ou predadoras do patrimônio
que precisamos preservar.


      


Quanto ao mercado, praticamos a lealdade e
nos colocamos no meio dos que fazem um
comércio justo, sem a pretensão de lucros
escorchantes.
Também buscamos fazer peças duradouras,
que podem ser consertadas ou repostas.
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Trabalhamos com a criação individual, com
a rejeição da linha de montagem, por conta do
caráter artesanal que adotamos.


      


Costuramos cada peça a mão, o que nos dá
um diferencial de termos um controle de
qualidade que se exerce a cada instante do
processo produtivo.
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Vemos o couro como um material cuja
reinserção no processo e sua volta como
produto Matulão, como uma forma de
contribuição para a sustentabilidade, para
o equilíbrio do ecossistema e como uma
forma de contraposição aos sintéticos,
agressivos desde sua origem a partir dos
combustíveis fósseis.
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Matulão recupera nossas raízes,  coloca seus
produtos em feitas solidárias, nos sites que
se comprometem com outro tipo de economia,
com um consumo nada voraz e com a retomada
da ideia de beleza que vem do natural,
do feito à mão.

Prof. Gilmar de Carvalho